Defeito na vela? Veja alguns sinais que o seu carro te dá

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defeito na vela

Tem muito problema no carro que acontece sem você notar. O defeito na vela é um deles, silencioso e sem grandes complicações até que o carro pare. Como lidar com isso?

É preciso estar sempre de olho para identificar esse tipo de defeito fazendo a manutenção preventiva. Quando o carro tem um defeito na vela, o ideal é trocar a peça para resolver de uma vez.

Vem entender um pouco mais do defeito na vela e como identificá-lo!

Carro estacionado na rua

Por que prevenir o defeito na vela

A vela tem uma função importantíssima no motor. É ela que gera a faísca para que a mistura ar/combustível entre em ignição na câmara de combustão. É isso que faz o motor funcionar!

O defeito na vela do motor causa vários prejuízos. O rendimento cai e o veículo acaba gastando mais combustível, já que a gasolina que entra nos canecos é desperdiçada e não gera a explosão corretamente.

Para se precaver, o ideal é verificar as velas a cada 10 mil quilômetros rodados, ainda que a troca só seja necessária a cada quatro ou cinco verificações.

Algumas vezes, a vela dura menos e é preciso trocar antes.Trocar é fácil e dá até pra fazer em casa. Quando isso for necessário, é importante analisar a vela retirada para saber o que causou o problema prematuro e evitar que a mesma coisa aconteça com a substituta.

Se liga em alguns tipos mais comuns de defeito na vela.

Chumbo

Existem casos em que se forma um resíduo de chumbo em volta da ponta da vela, que fica em contato com o combustível. Esse defeito na vela causa um curto-circuito na peça e faz com que ela não produza a faísca necessária para a explosão do motor.

A causa do acúmulo de chumbo é normalmente o excesso de resíduos metálicos no combustível, acarretando não apenas no defeito na vela mas também em outros problemas no carro, como entupimento de dutos, problemas na injeção eletrônica, etc. Para evitar esse transtorno, fique de olho para não abastecer com gasolina adulterada.

A prática de adicionar chumbo na gasolina, que gera esse tipo de defeito na vela, era legal até um tempo atrás. Antigamente, esse metal era tido como aditivo, sendo substituído pelo Etanol recentemente. Os mecânicos é que sofreram: o chumbo é um metal pesado com diversos efeitos na saúde humana e no meio ambiente, e traços dele ainda são encontrados até hoje em mecânicos da época.

Desgaste do eletrodo

Outro defeito na vela causado por combustível adulterado, nesse caso com adição de produtos ácidos, é o desgaste dos eletrodos, que podem se corroer se a gasolina for “batizada”.

Esse caso é muito fácil de notar: é só olhar se a ponta da vela está mais fina que o normal. Para prevenir esse problema, assim como no caso do chumbo, é preciso ficar de olho no combustível na hora de abastecer.

Carro com capô aberto: é preciso sempre procurar por um defeito na vela

Resíduos no eletrodo

Se o combustível for adulterado para ter aditivos com bases metálicas além do chumbo ou se o óleo lubrificante do motor tiver aditivos, uma camada de resíduos vai se formar em volta do eletrodo e do isolador da vela, o que eventualmente vai dificultar a passagem da corrente elétrica pelo motor e prejudicar a explosão.

Com isso, seu carro perde performance e sofre um pouco mais na hora de ligar, especialmente em dias frios.

Mais uma vez, a melhor forma de prevenir esse problema é ficar de olho nos produtos que coloca no carro, e ter certeza de sua procedência e qualidade. Se esse problema continuar mesmo com a troca do combustível, aí já deve ser o óleo. Dê uma olhada no filtro e acúmulos de resíduo iguais aos da vela.

Superaquecimento

Se você reparar que o defeito na vela é um derretimento do eletrodo e do isolador, então provavelmente o que está errado é a própria vela.

Nesse caso, você percebe que o motor começa a falhar e não liga de jeito nenhum, assim como sua temperatura geral acaba aumentando.

As velas são fabricadas para aguentar a temperatura específica de cada motor. Se elas estão queimando, é porque provavelmente elas não foram feitas para o motor em que estão sendo usadas. Nesse caso, é melhor consultar o manual do proprietário para ver qual a vela correta para o seu carro.

Fuligem

A chamada carbonização seca é um defeito na vela que acontece principalmente quando o filtro de ar está sujo que não envia oxigênio o suficiente para a explosão acontecer de forma completa, causando fuligem como resíduo.

Pode ser também que o problema esteja no combustível, no bico injetor mandando combustível demais ou talvez a vela esteja soltando a fagulha num momento atrasado do ciclo.

Velas carbonizadas prejudicam a corrente elétrica, o que torna a ignição mais complicada. É quando o carro fica tentando pegar mas não liga de jeito nenhum. Cuidado com esse defeito: em dias frios e na chuva, você tem grandes chances de ficar na mão.

Se as velas carbonizaram, a saída é trocar o quanto antes!

Carro andando sob chuva.

Base de isolamento quebrada

Se falhas estiverem acontecendo constantemente no motor do seu carro, talvez você encontre a vela com o isolamento quebrado. Isso acontece quando são usadas ferramentas inadequadas para regular a altura do eletrodo. Sem o isolamento, a faísca pula direto do eletrodo para o corpo, sem gerar a explosão.

Se quebrou, tem que trocar o quanto antes. As falhas são as mesmas: dificuldade do carro pegar e, principalmente, problemas com a performance e consumo excessivo.

Para manter o carro funcionando sempre bem e garantir que ele mantenha seu valor, é sempre bom ficar de olho na manutenção.

E se você quer saber tudo sobre manutenção de carro, comece lendo nosso artigo sobre identificar problemas do veículo por conta própria!